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Quero uma prancha.
Numa fábrica, ao contrário de uma loja, podes encomendar uma prancha personalizada de acordo com as tuas pretensões, necessidades, estilo e nível de surf. É importante por isso que fales directamente com o “shaper”, que tem toda a experiência necessária para aconselhar a melhor prancha para ti. Vamos começar por saber em terra, o que te vai ser útil no mar!
A PRANCHA NASCE..
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As dimensões e ‘outline’ (formato) da prancha são muito importantes, e diferentes para cada surfista. O seu peso, altura, condição física, nivel e estilo de surf, são factores determinantes para a escolha da forma a “shapar”. Por exemplo, quanto mais pesado for o surfista, maior espessura deverá ter a prancha, por forma a garantir bom suporte com máxima estabilidade.
… E GANHA FORMA
A atribuição do ‘shape’ ao bloco
Tudo começa com o “blank”, bloco de poliuretano que chega em bruto à fábrica e vai directamente para as mãos do shaper que lhe dará forma. Existem várias marcas de “surf blanks”, sendo essencial que sejam de qualidade, pois isso interfere na resistência e peso final da prancha. Alta resistência e pouca porosidade, para que absorva o mínimo possível de resina, são duas características importantes de um bom bloco. Um bloco “shapado” poderá passar directamente para a sala de pintura ou esperar pelo final das fases para ser pintado. Aqui o critério é do surfista, de acordo com o tipo de tintas e acabamentos a aplicar.
CAMADA POR CAMADA
Fibra de vidro em tela
A fase seguinte é na sala de lamí-nação, onde se aplica uma primeira camada de fibra de vidro e resina de poliéster, inicialmente na parte de baixo da prancha, também designada por “bottom”, seguindo depois para secagem em estufa. Após a lixagem inicial do “bottom”, está na altura de fibrar a parte e cima, o “deck” da prancha. Aplica-se nesta zona de contacto com o surfista, uma ou duas camadas de tela de fibra, de acordo com o nivel de surf. Uma tela de 4 onças será suficiente para um surfista experiente, que deseja a prancha o mais leve possível. No caso de ser principiante poder-se-á optar pela aplicação de duas telas, uma de 4 onças e outra de 6 para reforçar, respeitando sempre as especificações dos fabricantes e materiais.
ESTÁ LIXADA!
Aplicação da resina e lixagem
Após algumas horas chega a altura de lixar, para não restarem quaisquer imperfeições na
prancha. Ela tem que ficar lisinha, mas com a dose de lixagem certa, nem de mais, nem de menos.
PRANCHA COM OS COPOS?
Fixação de quilhas e chop
Para fixar as quilhas (ou ‘fins’) ao ‘bottom’ e o ‘chop’ (cabo em uretano que segura a prancha ao teu tornozelo) ao ‘deck’, há que realizar uns orifícios especiais, onde são embutidos os sistemas de fixação e encaixe dos mesmos, designados por ‘copos’. Esta é uma operação minuciosa, realizada por um profissional experiente, fazendo uso de guias e ferramentas específicas.
LIXADEM FINAL
Acabamentos
Nesta fase final são realizadas as operações de acabamento e controlo de qualidade. Segue-se a lixagem final onde se verifica visualmente toda a prancha, corrigindo quaisquer eventuais pequenas imperfeições. Neste momento a prancha está pronta, mas só para entrega. Antes da sua estreia no mar, há que aguardar e reservá-la por um período com duração média de 2 semanas, designado por “cura”, de preferência em ambiente seco e com temperatura idealmente entre os 25° e os 30°. Nesta fase todos os materiais vão secar melhor, preparando a prancha para a água, movimentos e pressões de que irá ser alvo.
LEMBRA-TE…
• Quanto maior for a prancha mais fácil de remar, mas mais difícil de manobrar.
• A leveza confere à prancha maior facilidade nas manobras.
• Informa-te e escolhe bem a fábrica antes de encomendares a tua prancha.
• A qualidade de uma prancha está 50% nos materiais usados e 50% na experiência da mão-de-obra aplicada.
• O que importa é que te divirtas ao máximo, sempre em segurança.
Tags: SURF