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Estoril Open – Rui Machado derrotado pelo cansaço

A única coisa de que Rui Macha­do se pode queixar, após a derrota de ontem, na segunda eli­minatória, é da falta de frescura física para continuar a criar sérios problemas a um adversário bem mais cotado. Dian­te do francês Florent Serra (101° joga­dor mundial), o nosso representante perdeu, pelos parciais de 6-7, 5/7 e 1-6, e “saiu” do encontro depois de ter desperdiçado a preciosa vantagem de 5/4 no desempate da primeira partida. “Entrei mal no encontro”, reconhe­ceu o actual 371° do ranking ATP. E realmente num ápice viu-se a perder por 0-4. Recompôs-se, evitou um set point no oitavo jogo, com a desvanta­gem de 2-5, que acabaria por lançá-lo numa interessante recuperação. Vol­tou a registar um mau começo, desta feita, no tiebreak, mas conseguiu ope­rar nova reviravolta de 0/4 para 5/4. Quando tudo fazia prever que seria capaz de fechar o set, beneficiando de dois pontos de serviço, falhou e per­deu três seguidos 5/7. “Nessa altura não fui feliz e merecia ter tido a sorte do meu lado”, lamentou.

Como melhorar a respiração?

Os aparelhos para treinar a respiração funcionam? Pode-se treinar para melhorar os pulmões?

Cada vez que tens os pulmões cheios e quando de seguida os esvazias estás a trabalhar a musculatura do teu diafragma. Quando realizamos um esforço intenso, respiramos com maior frequência e passado um tempo essa muscu­latura cansa-se, especialmente na fase de entrada de ar, uma vez que a expi­ração é assistida por um menor número de grupos musculares. Com o objectivo de melhorar a capacidade inspiratória, os desportistas de resistência desenharam estes curiosos aparelhos que oferecem resistência regulável no momento de inspiração. Mas… essas melhoras notam-se realmente nas tuas marcas? Segundo um estudo preliminar, recentemente publi­cado pelo British Journal of Sport Medicine, sim. Seleccionaram-se 16 desportistas que realizaram durante 4 semanas um treino de corrida idêntico. Metade deles fizeram, além disso, diariamente, 30 respirações com um aparelho de resistência para treinar a respiração. Efectuaram-se provas de V02 máx. (consumo de oxigénio), tempos em 5.000 metros e capacidade pulmonar antes, durante e depois do estúdio. Depois de 4 semanas, os grupos produziram melhoras similares tanto no consumo de oxigénio como na capacidade pulmonar. Surpreendentemente, foi na marca de 5 km onde melhoram em maior medida aqueles que usaram os aparelhos.

Triatlo – Dúvidas

Quantas vezes treino as transições?

Uma vez por semana (nas semanas anteriores à competição) pode ser suficiente. Alterna uns dias com bicicleta mais exigente e corrida curta e fácil, outros dias com bicicleta fácil ou rolos e corrida com ritmos de competição. Não é imprescindível ser uma transição rápida como fazes nas corridas. Importa, sim, que comeces a correr nos 10 minutos seguin­tes depois de terminares na bicicleta.

Há algum treino para sentir menos a mudança da bici­cleta para a corrida, para que as minhas pernas não se ressintam tanto?

"Multitransições", o que significa que deves repetir várias vezes uma sequência de bicicletaTriatlo + corrida. Por exemplo, 10′ bicicleta + 5′ correr. Repetir 3 vezes.

OS ELECTROESTIMULADORES? Como funcionam…

Graças aos seus eléctrodos, os teus músculos contraem-se sem que tu envies nenhuma ordem. Parece magia mas não é. É uma tecnologia que se utiliza há anos na recuperação de lesões e no alto rendimento desportivo. Como funciona?

• Para conseguir uma contracção natural do músculo, o cérebro transmite uma ordem que é enviada pela corrente eléctrica, através de fibras nervosas. Quando chegam ao destino, as correntes eléctricas estimulam o nervo motor e o músculo contrai-se.

• O electroestimulador utiliza o mesmo princípio mas estimula directamente o nervo motor emitindo impulsos eléctricos através dos eléctrodos (emplastros condutores) colocados sobre a pele,

Queres ser o mais rápido?

Queres melhorar as tuas marcas e não sabes como?

Podemos estar perante um problema de falta de potência muscular. A nossa primeira recomendação é que faças, duas vezes por semana, rampas, step ou multisaltos. Vamos antes falar dos corredores que fazem muitos quilómetros mas que têm falta de força e de trabalho de qualidade, que muitas vezes não seguem nenhum plano e que se limitam a correr de forma regular. Seria importante que, pelo menos uma vez por semana, fizessem séries curtas, de 300 a 500 metros, para melhorar a capacidade anaeróbia. Um exemplo de um treino interessante: 10x300metros com um minuto de recuperação. Deves considerar como referência o ritmo a que competes na distância inferior à que estás a preparar. Se estás a preparar uma prova de lOkm, seria o ritmo a que competes numa prova de 5km; se preparas uma meia seria ao ritmo de uma prova de lOkm; finalmente se o objectivo for uma maratona o ritmo

corrida

corrida

deve ser de uma meia. Assim, um atleta que corre os lOkm em 50 minutos e está a preparar uma meia maratona, deveria começar os 300 metros a 1’30 e no final a 1’15, sempre em progressão melhorando um pouco em cada um deles.

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