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Várias actividades que pode praticar para o seu bem estar e não só…

Aeróbica espiritual

Exercício físico ao som de música Gospel, a nova modalidade que mistura abdominais e Louvores

Nos EUA, uma nova práti­ca vale como se fosse ao ginásio e à igreja ao mes­mo tempo. Braços no ar, palmas das mãos viradas para o céu, olhos bem fechados. Vira para esquerda, vira para a direita. Levanta a perna. Baixa a perna. Outra vez. E virou. Canta com alma. Louva a Deus. E braços para cima outra vez. Dança. Re­za. Canta. Sente. _ Exercitar o corpo ao som de música Gospel é, por estes dias, uma das modalidades que mais fiéis têm conquistado nos EUA. A prática ganha adeptos sobretudo en­tre as afro-americanas, um grupo que tem vindo a esca­lar as sérias estatísticas na­cionais da obesidade. Por todo o país, revelou a revista “Newsweek”, as igrejas enchem-se de mulheres de várias idades, sequiosas de queimar calorias e tonificar músculoshttp://hypescience.com/wp-content/uploads/2008/04/exercicio-aerobico-450.jpg enquanto cele­bram a palavra de Deus. Vá­rios sites dão conta dos lo­cais onde é possível rezar e louvar através da dança e do movimento. E há quem já se tenha especializado na instrução deste tipo de exercício físico, promoven­do o chamado exercício es­piritual. Melanie Kelly, instrutora de aeróbica espiritual, ex­plicou à “Newsweek” co­mo é “diferente” este tipo de ginástica: “Deus está primeiro, é ele que nos controla, que nos guia. Não estamos só a fazer movimentos, na verdade estamos a louvar Deus.” Kelly orienta sessões semanais de aeróbica espiritual numa igreja nos arredores de Washington. A voz sai-lhe firme e encorajadora — “Louvem o Senhor!” —, vê-se no vídeo que a revista semanal fez sobre este te­ma, enquanto ensina às alunas os movimentos cor­porais que devem acompa­nhar a música. Porquê o Gospel? “Porque é uma mú­sica inspiradora, que levan­ta o espírito, que cura e que nos liberta”, afirmou a ins­trutora, analista de siste­mas de profissão. Entrevistadas pela “News­week”, algumas das mulhe­res que frequentam as ses­sões de aeróbicas conduzidas por Melanie Kelly dizem-se muito felizes com a opção. “É algo que estou a fazer por mim”, afirmou Patrina Bookal, acrescentando que já perdeu oito quilos desde  que começou a dançar ao som da palavra de Deus. O espírito de “irmanda­de” que sente nas aulas é a motivação para nunca de­sistir. “Encontramos muito apoio nestas sessões. As pes­soas estão à espera de nos ver sorrir. Sabemos que elas rezam por nós”. LaWendy Kelly também não troca o hall da igreja por nenhum ginásio. Até agora, a aeróbi­ca Gospel já a ajudou a ul­trapassar os sintomas da menopausa e uma persis­tente crise de obstipação, contou, meio envergonha­da. “Acredito firmemente que rezar e celebrar Deus não acabam na missa.” O suor escorre pelo rosto das mulheres que Melanie Kelly exorta. “Afastem-se do diabo!” A ginástica ao som do Gospel é exigente. Kelly não o esconde, afinal nem só de saúde espiritual se trata: “Deus deu-nos a capacidade de usar o nosso corpo para C) glorificar­mos. Temos de fazer um melhor trabalho a cuidar dele.”

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Regresse ao trabalho sem stress

Cansaço, sonolência, falta de apetite, pro­blemas de concentração, irritabilidade e insónias são apenas alguns dos sintomas identificados pela Sociedade Espanhola de Medicina da Família e Comunitária (SEMFC), associados à síndrome pós-férias, que nesta altura do ano afecta muitas pessoas. Trata-se de uma situação indutora de stress e não de uma doença. ‘Todo o ser humano sofre da síndrome pós-férias, que no fundo é uma versão mais alargada da depressão de Domingo à noite, ou seja, da sensação mais ou menos desagradável de termos de voltar ao trabalho após um período de descan­so”, explica a psicoterapeuta Madalena lobo. Esta é uma situação gerada pela alteração de ritmos biológicos, nomea­damente do ponto de vista do sono. “O stress prende-se basicamente com uma adaptação por parte do nosso organismo, seja ela boa ou má. Há muitas pessoas que quando entram de férias adoecem, porque demoram a adaptar-se ao novo ritmo fisiológico”, explica Madalena lobo. Quando depois de um período de pausa e de descontracção, as pessoas se vêem obrigadas a regressar à sua rotina laboral que a maior parte das vezes está associada a uma série de outras rotinas, é natural que isso desencadeie um estado de ansiedade.

“Durante as férias as pes­soas aproveitam para se desligarem dos problemas do trabalho e dhttp://imagem.vilamulher.com.br/temp/valor-trabalho-feminino-100308.jpgo quotidiano, mas à medida que o tempo de recomeçar se aproxima, é evidente que a ansiedade aumenta, principalmente quando os pro­blemas não ficaram resolvidos, mas ape­nas adiados”, adianta a actual presidente da associação Portuguesa de Psicoterapia Centrada na Pessoa e de Counselting, Odete Nunes. “Para tornar o regresso ao trabalho menos penoso é importante que as pessoas aproveitem algum tempo das suas férias para descansar física e psicolo­gicamente. Não há receitas milagrosas e universais em relação a este assunto, mas se as pessoas conseguirem encontrar um equilíbrio entre a actividade e o repouso, recarregam muito melhor as baterias e en­frentam de uma maneira bem mais tran­quila o momento de regressar ao traba­lho”, salienta a também Directora-adjunta do Departamento de Psicologia e Sociolo­gia (DPS) da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL). A adaptação ao regresso ao trabalho é tanto mais complicada, quanto maior for o período de férias, por isso, defende Madalena lobo, é extremamente importante que a adaptação seja feita de uma forma progressiva. “Para comba­termos a síndrome pós-férias devemos

começar por perceber que quanto maior for o fosso entre o momento presente e o momento futuro, pior é a adaptação, portanto, comem que se passe de um momento para o outro de uma forma o mais suave possível”, aconselha a psicote­rapeuta. “Se em férias a pessoa está habi­tuada a levantar-se por volta das 10 horas da manhã e em tempo laboral por volta das 7h30m, o Ideal é que uns dias antes de terminar as férias comece progressi­vamente a levantar-se mais cedo, sendo que também deve começar a deitar-se mais cedo, para desta forma fazer uma abordagem gradual à exigência que vai fazer ao seu organismo quando começar a trabalhar”. É ainda importante come­çar a estruturar mentalmente as rotinas, arrumando e planeando algumas coisas, aproximando-se daquilo que vai ser o seu ritmo diário. Esta síndrome, no entanto, não dura muito tempo. Regra geral não se prolonga por mais do que duas semanas, sendo ultrapassada naturalmente e sem recurso a ajuda especializada, contudo, se os sintomas persistirem após este período é aconselhável consultar um médico, para despistar outras patologias.

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Spas conquistam lusos

Apesar de ser ainda, para muitos, um luxo, os hotéis nacionais dão conta de uma subida no número de portugueses que procuram os spas.

Aromaterapia, hidro­terapia ou massagens são tratamentos cada vez mais familiares para os por­tugueses, sinónimo de alívio bem merecido para um cor­po cada vez mais castigado pelo trabalho e uma mente cansada do ritmo intenso do dia-a-dia. Ao todo, em 2006, a Associação Termas de Portugal contabilizou 22 049 clientes do chamado termalismo bem-estar, mais 4319 adeptos do que no ano anterior. Os números são sinónimos de um crescente interesse pelos tratamentos dos cha­mados spas em território nacional. Algumas das maio­res cadeias de hotéis em Portugal confirmam este novo entusiasmo nacional. Foi o caso do Real Spa Thalasso, do Grupo Hotéis Reais que, em 2007, rece­beu cerca de seis mil clien­tes. «Aproximadamente, 60% foram portugueses», garante fonte da empresa.spas Quanto ao tipo de clientes, são definidos como maiores de 35 anos e de classe mé­dia alta. Do grupo Pestana, a res­posta é idêntica. Apesar de não ser possível quantificar o número de portugueses que escolhem dar descanso ao corpo no espaço dos spas, não é difícil perceber «o aumento do interesse dos clientes por este tipo de serviços». O mesmo aconte­ce nos hotéis Vila Galé.

Só para algumas bolsas

Apesar de apenas um quin­to dos clientes que frequentam o spa do Tivoli Madei­ra serem lusos, o director daquele empreendimento não tem dúvidas de que «os portugueses procuram ca­da vez mais os spas». Mas muitos mais o desejariam poder fazer. No entanto, acrescenta, «é um luxo pa­ra os bolsos nacionais, o que faz com que não adiram a esta forma de bem-estar co­mo gostariam».

Europeus adeptos dos tratamentos

Frequentar spas é uma práti­ca cada vez mais comum em muitas regiões da Europa. Se­gundo dados da Associação Europeia de Spas, em 2006, mais de um milhão de es­panhóis frequentaram spas. Na Alemanha, o número che­gou aos seis milhões.

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