Posted on Sep 08, 2008 under Fitness |
Exercício físico ao som de música Gospel, a nova modalidade que mistura abdominais e Louvores
Nos EUA, uma nova prática vale como se fosse ao ginásio e à igreja ao mesmo tempo. Braços no ar, palmas das mãos viradas para o céu, olhos bem fechados. Vira para esquerda, vira para a direita. Levanta a perna. Baixa a perna. Outra vez. E virou. Canta com alma. Louva a Deus. E braços para cima outra vez. Dança. Reza. Canta. Sente. _ Exercitar o corpo ao som de música Gospel é, por estes dias, uma das modalidades que mais fiéis têm conquistado nos EUA. A prática ganha adeptos sobretudo entre as afro-americanas, um grupo que tem vindo a escalar as sérias estatísticas nacionais da obesidade. Por todo o país, revelou a revista “Newsweek”, as igrejas enchem-se de mulheres de várias idades, sequiosas de queimar calorias e tonificar músculos
enquanto celebram a palavra de Deus. Vários sites dão conta dos locais onde é possível rezar e louvar através da dança e do movimento. E há quem já se tenha especializado na instrução deste tipo de exercício físico, promovendo o chamado exercício espiritual. Melanie Kelly, instrutora de aeróbica espiritual, explicou à “Newsweek” como é “diferente” este tipo de ginástica: “Deus está primeiro, é ele que nos controla, que nos guia. Não estamos só a fazer movimentos, na verdade estamos a louvar Deus.” Kelly orienta sessões semanais de aeróbica espiritual numa igreja nos arredores de Washington. A voz sai-lhe firme e encorajadora — “Louvem o Senhor!” —, vê-se no vídeo que a revista semanal fez sobre este tema, enquanto ensina às alunas os movimentos corporais que devem acompanhar a música. Porquê o Gospel? “Porque é uma música inspiradora, que levanta o espírito, que cura e que nos liberta”, afirmou a instrutora, analista de sistemas de profissão. Entrevistadas pela “Newsweek”, algumas das mulheres que frequentam as sessões de aeróbicas conduzidas por Melanie Kelly dizem-se muito felizes com a opção. “É algo que estou a fazer por mim”, afirmou Patrina Bookal, acrescentando que já perdeu oito quilos desde que começou a dançar ao som da palavra de Deus. O espírito de “irmandade” que sente nas aulas é a motivação para nunca desistir. “Encontramos muito apoio nestas sessões. As pessoas estão à espera de nos ver sorrir. Sabemos que elas rezam por nós”. LaWendy Kelly também não troca o hall da igreja por nenhum ginásio. Até agora, a aeróbica Gospel já a ajudou a ultrapassar os sintomas da menopausa e uma persistente crise de obstipação, contou, meio envergonhada. “Acredito firmemente que rezar e celebrar Deus não acabam na missa.” O suor escorre pelo rosto das mulheres que Melanie Kelly exorta. “Afastem-se do diabo!” A ginástica ao som do Gospel é exigente. Kelly não o esconde, afinal nem só de saúde espiritual se trata: “Deus deu-nos a capacidade de usar o nosso corpo para C) glorificarmos. Temos de fazer um melhor trabalho a cuidar dele.”
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Posted on Sep 08, 2008 under Bem estar |
Cansaço, sonolência, falta de apetite, problemas de concentração, irritabilidade e insónias são apenas alguns dos sintomas identificados pela Sociedade Espanhola de Medicina da Família e Comunitária (SEMFC), associados à síndrome pós-férias, que nesta altura do ano afecta muitas pessoas. Trata-se de uma situação indutora de stress e não de uma doença. ‘Todo o ser humano sofre da síndrome pós-férias, que no fundo é uma versão mais alargada da depressão de Domingo à noite, ou seja, da sensação mais ou menos desagradável de termos de voltar ao trabalho após um período de descanso”, explica a psicoterapeuta Madalena lobo. Esta é uma situação gerada pela alteração de ritmos biológicos, nomeadamente do ponto de vista do sono. “O stress prende-se basicamente com uma adaptação por parte do nosso organismo, seja ela boa ou má. Há muitas pessoas que quando entram de férias adoecem, porque demoram a adaptar-se ao novo ritmo fisiológico”, explica Madalena lobo. Quando depois de um período de pausa e de descontracção, as pessoas se vêem obrigadas a regressar à sua rotina laboral que a maior parte das vezes está associada a uma série de outras rotinas, é natural que isso desencadeie um estado de ansiedade.
“Durante as férias as pessoas aproveitam para se desligarem dos problemas do trabalho e d
o quotidiano, mas à medida que o tempo de recomeçar se aproxima, é evidente que a ansiedade aumenta, principalmente quando os problemas não ficaram resolvidos, mas apenas adiados”, adianta a actual presidente da associação Portuguesa de Psicoterapia Centrada na Pessoa e de Counselting, Odete Nunes. “Para tornar o regresso ao trabalho menos penoso é importante que as pessoas aproveitem algum tempo das suas férias para descansar física e psicologicamente. Não há receitas milagrosas e universais em relação a este assunto, mas se as pessoas conseguirem encontrar um equilíbrio entre a actividade e o repouso, recarregam muito melhor as baterias e enfrentam de uma maneira bem mais tranquila o momento de regressar ao trabalho”, salienta a também Directora-adjunta do Departamento de Psicologia e Sociologia (DPS) da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL). A adaptação ao regresso ao trabalho é tanto mais complicada, quanto maior for o período de férias, por isso, defende Madalena lobo, é extremamente importante que a adaptação seja feita de uma forma progressiva. “Para combatermos a síndrome pós-férias devemos
começar por perceber que quanto maior for o fosso entre o momento presente e o momento futuro, pior é a adaptação, portanto, comem que se passe de um momento para o outro de uma forma o mais suave possível”, aconselha a psicoterapeuta. “Se em férias a pessoa está habituada a levantar-se por volta das 10 horas da manhã e em tempo laboral por volta das 7h30m, o Ideal é que uns dias antes de terminar as férias comece progressivamente a levantar-se mais cedo, sendo que também deve começar a deitar-se mais cedo, para desta forma fazer uma abordagem gradual à exigência que vai fazer ao seu organismo quando começar a trabalhar”. É ainda importante começar a estruturar mentalmente as rotinas, arrumando e planeando algumas coisas, aproximando-se daquilo que vai ser o seu ritmo diário. Esta síndrome, no entanto, não dura muito tempo. Regra geral não se prolonga por mais do que duas semanas, sendo ultrapassada naturalmente e sem recurso a ajuda especializada, contudo, se os sintomas persistirem após este período é aconselhável consultar um médico, para despistar outras patologias.
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Posted on Aug 14, 2008 under Bem estar, Terapias |
Apesar de ser ainda, para muitos, um luxo, os hotéis nacionais dão conta de uma subida no número de portugueses que procuram os spas.
Aromaterapia, hidroterapia ou massagens são tratamentos cada vez mais familiares para os portugueses, sinónimo de alívio bem merecido para um corpo cada vez mais castigado pelo trabalho e uma mente cansada do ritmo intenso do dia-a-dia. Ao todo, em 2006, a Associação Termas de Portugal contabilizou 22 049 clientes do chamado termalismo bem-estar, mais 4319 adeptos do que no ano anterior. Os números são sinónimos de um crescente interesse pelos tratamentos dos chamados spas em território nacional. Algumas das maiores cadeias de hotéis em Portugal confirmam este novo entusiasmo nacional. Foi o caso do Real Spa Thalasso, do Grupo Hotéis Reais que, em 2007, recebeu cerca de seis mil clientes. «Aproximadamente, 60% foram portugueses», garante fonte da empresa.
Quanto ao tipo de clientes, são definidos como maiores de 35 anos e de classe média alta. Do grupo Pestana, a resposta é idêntica. Apesar de não ser possível quantificar o número de portugueses que escolhem dar descanso ao corpo no espaço dos spas, não é difícil perceber «o aumento do interesse dos clientes por este tipo de serviços». O mesmo acontece nos hotéis Vila Galé.
Só para algumas bolsas
Apesar de apenas um quinto dos clientes que frequentam o spa do Tivoli Madeira serem lusos, o director daquele empreendimento não tem dúvidas de que «os portugueses procuram cada vez mais os spas». Mas muitos mais o desejariam poder fazer. No entanto, acrescenta, «é um luxo para os bolsos nacionais, o que faz com que não adiram a esta forma de bem-estar como gostariam».
Europeus adeptos dos tratamentos
Frequentar spas é uma prática cada vez mais comum em muitas regiões da Europa. Segundo dados da Associação Europeia de Spas, em 2006, mais de um milhão de espanhóis frequentaram spas. Na Alemanha, o número chegou aos seis milhões.
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