Apesar de ser ainda, para muitos, um luxo, os hotéis nacionais dão conta de uma subida no número de portugueses que procuram os spas.
Aromaterapia, hidroterapia ou massagens são tratamentos cada vez mais familiares para os portugueses, sinónimo de alívio bem merecido para um corpo cada vez mais castigado pelo trabalho e uma mente cansada do ritmo intenso do dia-a-dia. Ao todo, em 2006, a Associação Termas de Portugal contabilizou 22 049 clientes do chamado termalismo bem-estar, mais 4319 adeptos do que no ano anterior. Os números são sinónimos de um crescente interesse pelos tratamentos dos chamados spas em território nacional. Algumas das maiores cadeias de hotéis em Portugal confirmam este novo entusiasmo nacional. Foi o caso do Real Spa Thalasso, do Grupo Hotéis Reais que, em 2007, recebeu cerca de seis mil clientes. «Aproximadamente, 60% foram portugueses», garante fonte da empresa.
Quanto ao tipo de clientes, são definidos como maiores de 35 anos e de classe média alta. Do grupo Pestana, a resposta é idêntica. Apesar de não ser possível quantificar o número de portugueses que escolhem dar descanso ao corpo no espaço dos spas, não é difícil perceber «o aumento do interesse dos clientes por este tipo de serviços». O mesmo acontece nos hotéis Vila Galé.
Só para algumas bolsas
Apesar de apenas um quinto dos clientes que frequentam o spa do Tivoli Madeira serem lusos, o director daquele empreendimento não tem dúvidas de que «os portugueses procuram cada vez mais os spas». Mas muitos mais o desejariam poder fazer. No entanto, acrescenta, «é um luxo para os bolsos nacionais, o que faz com que não adiram a esta forma de bem-estar como gostariam».
Europeus adeptos dos tratamentos
Frequentar spas é uma prática cada vez mais comum em muitas regiões da Europa. Segundo dados da Associação Europeia de Spas, em 2006, mais de um milhão de espanhóis frequentaram spas. Na Alemanha, o número chegou aos seis milhões.
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