Problemas dermatológicos intensificam-se no Inverno

Com a chegada do Inverno e, conse­quentemente, do frio, da chuva e do vento é frequente o aparecimento de algumas doenças dermatológicas. De acordo com Manuela Cochito, especia­lista de Dermatologia e Venereologia médica e cirúrgica “a principal doença dermatológica associada ao Inverno é a secura ou xerose cutânea, que afecta indiscriminadamente homens e mu­lheres de todas as idades. A seguir ao Verão a pele está mais seca e, com a chegada do frio, essa secura intensifica-se, dando uma sensação de comi­chão e começando a descamar.

Por vezes, as pernas e os braços parecem até que têm uma espécie de farinha, um dos principais sintomas desta patologia”. Por outro lado, existem patologias dermatológicas específicas que se agravam nesta altura do ano. “Destaque para o eczema atópico, que afecta sobretudo as crianças com um fundo atópico, como asma ou rinite, e que tendencialmente têm uma pele seca, que se agrava com a chegada do frio, dando origem a comichão e, em certos casos, a feridas, sobretudo na zona das pregas internas, quer dos cotovelos quer dos joelhos”, salienta a especialista, frisando que “apesar do eczema atópico ser mais frequente nas crianças, atingindo 10 a 20 por cento, também afecta alguns doentes na idade adulta, embora numa percentagem me­nor, entre um a três por cento”. A pró­pria psoríase, que atinge dois a quatro por cento da população portuguesa, tem tendência a agravar-se nesta altura do ano, “depois de passar por uma melhoria durante o Verão, com a ex­posição à radiação ultravioleta”, bem como a clássica dermatite seborreica, “cujo principal sintoma é a caspa no couro cabeludo, mas que muitas vezes também aparece na zona da cara”, com o surgimento de descamações e ver­melhidões na zona das sobrancelhas e do nariz, alerta Manuela Cochito.

In­dependentemente de se sofrer ou não de uma destas patologias, a hidratação correcta e diária da pele é fundamen­tal ao longo de todo o ano, para que esta nunca chegue a um extremo de secura, porque isso torna-a muito mais vulnerável a todas estas patologias ine­rentes à chegada do Inverno. “Quando falamos numa hidratação correcta da pele não nos estamos apenas a referir à aplicação de um creme hidratante”, esclarece a dermatologista, “falamos também num banho rápido, com água pouco quente e, sobretudo, com pro­dutos não agressivos, que respeitem o PH da pele, removendo a sua sujidade sem danificar o filme hidrolipídico que a reveste”. Assim, na hora de escolher os seus produtos de higiene é fundamen­tal verificar se estes respeitam, ou não, o PH da pele, que “oscila entre os cin­co e os cinco e meio, não devendo ser nem muito alcalinos, nem muito ácidos. Além disso, não é preciso as pessoas ensaboarem o corpo inteiro todos os dias.

Se a pessoa tem uma pele tenden­cialmente seca nos braços e nas pernas não precisa de ensaboar essas zonas diariamente”, aconselha Manuela Cochito. Fundamental é a aplicação diária de um creme hidratante, sempre depois do banho, um cuidado que, no caso das mãos, deve ser reforçado várias vezes ao dia, com um creme específico para essa zona do corpo, uma vez que a sua exposição a todos os factores ex­teriores responsáveis peta sua secura é maior. Manuela Cochito adverte ainda todas as pessoas que sofrem destas patologias, que “devem consultar o seu médico dermatologista ao longo de todo o ano, porque a nossa pele está sempre em mudança. Por isso, é importante o acompanhamento médico de acordo com as periodicidades típicas de cada doença”, para que este possa ir acompanhando a pele, escolhendo o tratamento mais adequado ao seu estado.

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