Terapia de flutuação promete sensações únicas
Cápsula com água salgada, à temperatura do corpo, faz esquecer o mundo que está lá fora. Quando a ordem é para relaxar, a imaginação não tem limites. A mais recente proposta é para flutuar dentro de uma cápsula com água, às escuras e no mais pleno silêncio. A terapia de flutuação promete fazer esquecer o mundo lá fora durante uma hora e prolongar os efeitos de relaxamento por muito mais tempo. Dentro da cápsula estão 600 litros de água e 300 quilos de sal. Por isso, não é preciso fazer esforço para flutuar. “A água tem sais de Epsom, um sal com uma forte densidade, semelhante à do mar Morto”, explica Pedro Valle, um dos sócios do Mind Space, espaço que oferece este tipo de terapia. “Como a água está à temperatura do corpo, cerca de 35,4 graus, não se nota a diferença entre estar dentro ou fora de água, o que possibilita a sensação de flutuação”, continua o responsável. Além do relaxamento, a terapia de flutuação ajuda a
tratar problemas de sono, dores musculares, ansiedade e possibilita a experimentação de várias sensações. A água tem apenas 20 centímetros de altura, não havendo perigo de afogamento. Os especialistas recomendam a flutuação com cápsula fechada, sem luz e sem som. “Vários estudos demonstram que a privação dos sentidos desencadeia uma série de processos neurológicos que levam a um estado de relaxamento profundo”, diz Pedro Valle. Mas cada um pode adaptar o ambiente a seu gosto, através de um comando instalado na cápsula. Apesar de a terapia ser recente em Portugal, noutros países, como Inglaterra, Holanda e Alemanha, já tem um historiai de sucesso. A sua invenção ocorreu em 1954. John M. Lilly, um neuro-cientista norte-americano, empenhou-se em procurar um aparelho que isolasse o cérebro da sua rotina habitual de processar informação constantemente. Isso, descobriu Lilly, daria aperfeiçoando e, desde 1960, o “tanque de isolamento”, como lhe chamavam na altura, serviu vários génios como Aldous Hux-ley, John Lennon ou Carl Lewis.
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