Falta de espaços próprios para caminhar afasta lusos desta prática

«A ausência de locais apelativos para cami­nharmos dentro das nossas cidades e a dificuldade de mudar os comportamentos continuam a empurrar os portugueses para hábitos de vida pouco saudáveis», aler­ta a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas. Esta problemática é co­mum à da alimentação, pois a maioria dos portugueses até estão sensibilizados para a adopção de comportamen­tos mais saudáveis, mas con­tinuam a não conseguir pas­sá-los à prática, acrescenta Alexandra Bento. Recorde-se que, em 2006, mais de metade dos portu­gueses não praticavam qual­quer actividade física com regularidade (54%), ocupan­do o último lugar entre os 27 Estados membros da UE, posição que a nutricionista acredita que se mantém até aos dias de hoje. O Eurobarómetro revelava ainda que no extremo opos­to estava a Finlândia, com 83% dos inquiridos a declara­rem que praticavam uma ac­tividade física recreativa, desportiva ou de lazer. A es­te país seguia-se a Holanda (79%) e a Lituânia (78%). Num patamar semelhante ao português, mas mesmo assim melhor, ficaram países como a Romênia e Malta. Na generalidade, há mais homens que mulheres a pra­ticar desporto e, quanto mais jovem se é, maior é a proba­bilidade de praticar uma ac­tividade física.

Portugueses com boa saúde

Apesar dos maus hábitos alimentares e da pouca activi­dade física, 66% dos portu­gueses consideram ter um bom estado de saúde e só 9% a caracterizam como má, re­velava em 2007 o Eurobaró­metro sobre a saúde na UE. Além disso, os portugueses são dos que mais se preocu­pam em fazer exames médi­cos de rotina.

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