Inicialmente utilizada para prevenir e observar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a prova de esforço tornou-se uma ferramenta imprescindível para os desportistas, na medida em que fornece dados muito úteis para planificar o treino, advertindo além disso sobre problemas ou patologias que possam provocar, por exemplo, casos de morte súbita.
A prova de esforço deve ser realizada com a supervisão de um médico especialista, uma vez que o desportista chega a uma situação de esforço submáximo (próximo do máximo que o seu organismo é capaz) que permite realizar avaliações valiosas mas implica um risco. O instrumental para a obtenção dos valores requer normalmente que se realize num laboratório, apesar de já existirem dispositivos portáteis para realizar a prova em pista.
Existem diferentes protocolos mas todos coincidem com um início com uma carga suave que vai aumentando até chegar a uma intensidade a que o sujeito não consegue responder e se vê obrigado a parar. .
Realiza-se um electrocardiograma antes da prova e visualiza-se se controla de forma contínua durante o exercício e pelo menos durante três ou cinco minutos durante a recuperação, o que fornece dados sobre a nossa frequência cardíaca e a nossa capacidade de recuperação. Também se realiza uma análise directa dos gases inspirados e expirados (oxigénio consumido e o dióxido de carbono eliminado), que permite fazer uma determinação exacta do consumo máximo de oxigénio e detectar de forma precisa os limiares aeróbio e anaeróbio. Também se mede a pressão arterial e o lactato antes da prova e durante as diferentes fases da recuperação.
Os dados recolhidos antes, durante a prova e na recuperação podem ser complementados com outros testes como a antropometria, espirometria, análises de sangue, etc, que permitem uma completa avaliação do estado de forma do desportista.
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