Cardiofitness

Trabalha o músculo mais importante: o coração

Há muito que os portugueses se habituaram a associar o mês de Maio ao coração, na sequência da campanha "Maio mês do coração", da responsabilidade da Fundação Portuguesa de Car­diologia (FPC), que anualmente se empenha em desenvolver um conjunto de actividades para encorajar a população a adoptar estilos de vida saudáveis, nomeadamente através da prática regular de actividade física. De acordo com o personal trainer Hélder Borges, "é importante não confundir- actividade física com exercício físico. Por activi­dade física entende-se qualquer movimento do corpo humano que resulte num gasto de ener­gia, enquanto que o exercício físico consiste num tipo de acti­vidade planeada, que tem como objectivo o aumento da condi­ção física a vários níveis". Para oCardiofitness presidente da FPC, Manuel Carrageta, "a actividade física regular por si só tem inúmeros benefícios, bastando andar meia hora a pé por dia em passo rápi­do". No entanto, "os exercícios isométricos ou de força também são importantes para a saúde, porque servem para conservar e aumentar a massa muscular. Estes exercícios ajudam-nos a controlar o peso, queimando os açúcares presentes nos alimen­tos que ingerimos, ou seja, as pessoas que não têm músculo têm mais dificuldade em con­seguir controlar o peso. Além disso, uma pessoa com massa muscular acaba por ter mais for­ça o que é extremamente impor­tante com o avançar da idade, em que é inevitável uma certa atrofia muscular. Se a pessoa tiver uma massa muscular for­te, embora a vá perdendo com o passar do tempo, continua a tê-la em quantidade suficiente para ter força para desempe­nhar as suas tarefas diárias.

Uma pessoa que faça exercícios isométricos, nomeadamente atra­vés da utilização de máquinas específicas, vai conseguir con­servar os músculos e aumentar a sua capacidade de força", acres­centa Manuel Carrageta. Prove­niente dos Estados Unidos da América (EUA), o Cardiofitness popularizou-se na Europa há pouco mais de 10 anos. tendo cada vez mais adeptos em Por­tugal. Trata-se de um método de treino específico, que utiliza vá­rias máquinas de exercício, que ajudam os praticantes a melho­rar a sua capacidade cardiovas­cular e a tonificar os músculos. Contudo, "apesar de actualmen­te o conceito de cardiofitness ainda ser bastante utilizado, o mais correcto é a utilização do conceito de cardio and health, em que mais do que um corpo perfeito e magro se procura um corpo saudável", advoga Hélder Borges, que defende que por "cardiofitness não se entende apenas os exercícios com má­quinas, mas sim todo um pro­grama de treino de intensidade boa, média ou baixa, consoante a preparação física de cada pes­soa e o número de vezes que está a pensar treinar. Um pro­grama de treino engloba não só o treino com máquinas, mas também algumas aulas de gru­po, porque é importante alternar exercícios de força e resistência com exercícios aeróbios". Re­cordando que o exercício físico tem inúmeros Cardiofitness 2 benefícios para a saúde, Manuel Carrageta sa­lienta que a sua prática regular "baixa a pressão arterial, me­lhora o colesterol, aumentando o colesterol protector ou coles­terol bom (HDL), melhora o me­tabolismo da glucose, prevenin­do a diabetes, ajuda a controlar o peso, previne a osteoporose e o cancro, reduz a ansiedade e tem ainda uma acção anti-depressiva". No entanto, para que os resultados sejam de facto favoráveis é importante praticar exercício físico quase diaria­mente. "Aquilo a que assistimos muitas vezes é ao chamado atle­ta de fim-de-semana, que passa a semana toda sem se mexer e depois ao fim-de-semana é que pratica alguma actividade física, o que por vezes tem algum risco associado", diz o presidente da FPC, salientando que "as pes­soas têm de se lembrar que a actividade física deve ser diária ou quase diária". Uma opinião partilhada por Hélder Borges, que acrescenta que "qualquer pessoa pode fazer exercício físico, nomeadamente cardio­fitness, desde que devidamente acompanhada por um profissio­nal. Se o exercício for controlado e personalizado, tendo em conta as limitações de cada pessoa, os benefícios serão sempre maiores. Daí ser fundamental fazer uma avaliação antes de se iniciar qual­quer tipo de treino e uma reava­liação de dois em dois meses". A tudo isto é também importante associar uma alimentação rica e equilibrada, porque, explica Hél­der Borges "se uma pessoa fizer exercício mas não tiver cuidado com a alimentação, apesar de melhorar o seu perfil metabólico e de reduzir o risco cardiovascu­lar, o metabolismo não vai assi­milar bem o treino".

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