Bem-estar

Calor e stress propiciam o aparecimento de herpes

Responsável por várias infecções na pele e mucosas, assim como noutros órgãos, calcula-se que o Herpes Simplex (HSV) infecte cerca de 8o por cento da população mun­dial em idade adulta. Apesar da ex­pressão mais visível e freqüente da doença ser o herpes labial, existe uma variante que afecta também os órgãos genitais, dando origem ao chamado herpes genital, ou seja, em termos clínicos existem dois tipos de vírus, o HSV-1 e o HSV-2. O primeiro encontra-se predomi­nantemente nos lábios, na boca e na face, enquanto que o segundo provoca lesões nos órgãos genitais, tanto femininos como masculinos, embora ambos os vírus possam afectar as regiões características um do outro e até mesmo outras zonas do corpo. Tratando-se de um vírus com um elevado grau de con­tágio, a transmissão do HSV faz-se directamente através do contacto entre a pele infectada e a pele sã, podendo ocorrer por via oral, geni­tal ou orogenital. De acordo com a médica de clínica geral, Ana Ferrão, “o herpes labial transmite-se atra­vés da saliva ou do contacto direc-to com as lesões. O herpes genital é uma doença de transmissão se­xual, uma vez que o seu contágio se faz durante a relação sexual, sendo que também pode ser trans­mitida ao recém-nascido durante o parto, se a mãe estiver infectada”. Com um período de incubação que pode ir até 26 dias, os sintomas da existência do vírus podem apare­cer apenas vários dias depois de a chamada infecção primária ter sido contraída o que fazherpes com que o com­bate à doença nunca possa ser feito por antecipação. No caso do herpes labial os sintomas mais habituais são as vesículas que surgem em re­dor da boca, juntamente com uma sensação de prurido e ardor e que acabam por ulcerar e secar ao fim de alguns dias. No caso do herpes genital, as recorrências também se caracterizam pelo aparecimento de vesículas e úlceras, acompanhadas de dor e de ardor locais. Importante será salientar que seja qual for o tipo de vírus, os episódios de infecção podem repetir-se durante toda a vida, no entanto, a violência dos episódios poderá ser diferente e ter uma freqüência variável de pessoa para pessoa. Segundo Ana Ferrão, esta infecção é recorrente porque “depois da infecção inicial, o vírus permanece adormecido no organismo, reactivando-se quando há mais stress, ou após a acção do Sol, do frio, dos raios ultra-viole-tas, ou da diminuição das defesas por alteração do sistema imunitá-rio”. Perante o herpes genital, o meio de prevenção mais eficaz é a utilização do preservativo durante o acto sexual. Tratando-se de uma infecção de herpes labial, como a transmissão ocorre geralmente en­tre amigos ou membros da mesma família, através do beijo e do con-tacto não sexual, a prevenção passa por evitar o contacto com a pessoa infectada, que deve fazer um tra­tamento com antivirais orais ou de aplicação tópica, que minimizam os sintomas da doença e reduzem o seu tempo de duração, embora não erradiquem o vírus por completo.»

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