Battojutsu – A arte do sabre

Com origem no século XVI, o battojutsu é uma das artes marciais, mais tradicionais, do Japão e, consequentemente, do Mundo. Revitalizada no início do século XX por Kunii Zen´ya, este desporto fascina facilmente praticantes e espectadores, transportados num ápice para o mundo feudal japonês devido aos sabres e vestimentas. A memória dos samurais permanece viva em pleno século XXI…

O instrutor Carlos Martins refuta a ideia de que o Battojutsu é uma arte marcial em vias de extinção. «Evidentemente que, nos dias de hoje, ninguém defende a sua vida com espadas à cintura, nem mesmo algo semelhante é permitido na sociedade actual. No entanto, a necessidade de manter vivas as tradições também se aplica a esta escola, que tem como principais benefícios a criação da harmonia necessária para enfrentar o quotidiano nas melhores condições físicas e psicológicas, pois o ritmo alucinante das sociedades actuais contrasta com a suavidade e beleza de movimento do battojutsu, que proporciona principalmente paz de espírito ao praticante da modalidade». Leveza de movimentos, concentração, precisão e paz espiritual são apenas algumas das qualidades do battojutsu, arte com origem no século XVI, praticada por Sueyoshi Akeshi Sensei na antiga escola de sabres Kashima Shin Ryu, e revitalizada no início do século XX por Kunii Zenya. O battojutsu chega ao nosso país pelas mãos de Sueyoshi Akeshi Sensei, no final dos anos 90. «A aprendizagem não é muito diferente de qualquer outra arte marcial. A evolução do praticante é longa e requer muita dedicação, paciência e curiosidade. Normalmente começa-se a praticar com o BOKEN (espada de madeira), devido à pouca ou nenhuma experiência que os praticantes têm no manuseio de artefactos em metal (KATANA). Dependendo da sua evolução técnica, só alguns meses mais tarde os alunos começam a ter contacto directo com a KATANA.» Carlos Martins salienta ainda que não existe o conceito de graduações no battojutsu. «Cada aluno ganha a sua posição no seio da escola com o evoluir da sua técnica, dedicação e fidelidade para com o Mestre Sueyoshi. 0 dividendo que se retira desta escola é a acumulação de conhecimento e, principalmente, o prazer de treinar.» Prazer que no entanto é sinónimo de dificuldades. 0 instrutor refere que «o desbloquear de movimentos» acaba por ser o mais complicado, «já que os praticantes utilizam músculos que não sabiam até ao momento utilizar e aprendem a coordená-los. Sentem o corpo de uma outra forma, reconhecem novas aptidões físicas até então adormecidas». E é essa exploração física e espiritual que faz do battojutsu uma arte milenar sui generis, que cativa cada vez mais praticantes, mesmo que estes não possam utilizar o sabre no seu dia-a-dia. Mas, e isso é o mais importante, usam os seus ensinamentos!

ONDE PRATICAR:

UPVN – UNIÃO E PROGRESSO DA VENDA NOVA Horário: Sábado (1Oh ás 13h) Instrutor: Jorge Rosa Contado: 962 521 991 Mail: rosaumi@gmail.com

SRO – SOCIEDADE RECREATIVA OPERÁRIA DO VALE DE SANTARÉM Horários: Segunda e quarta-feira (20h ás 21h) Instrutor: Carlos Martins Contacto: 963 431 296 Mail: bushicarlos@hotmail.com

"O ALVITEJO" – JUNTA DE FREGUESIA DE VALE FIGUEIRA Horário: Terça e quinta-feira (19h ás 20h) Instrutor. Carlos Martins Contacto: 963 431 296 Mail: bushicarlos@hotmail.com

AIKW – PAVILHÃO MUNICIPAL DE SANTARÉM Horário: Sábado (1Oh ás 12h) Instrutor: Carlos Martins Contacto: 963 431 296 Mail: aikwado@yahoo.com

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