A obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública que mais tem crescido nos últimos anos. Uma das grandes causas da obesidade entre os mais jovens prende-se, entre outros factores, com o sedentarismo, associado a maus hábitos alimentares. As crianças passam horas a fio em frente à televisão ou ao computador, nas férias e durante o período escolar, entretidas a comer a designada trash food (como refrigerantes ou batatas fritas, alimentos calóricos e com muito pouco valor nutricional).
Torna-se, pois, necessário criar mecanismos de promoção da saúde no seio da própria família, começando por adquirir bons hábitos alimentares e manter uma actividade física regular. O grande problema é que, hoje em dia, as crianças passam grande parte do tempo sozinhas e os pais, quando estão fisicamente presentes, depois de um dia de trabalho extenuante, nem sempre têm a disponibilidade necessária para estar com os filhos e fazerem actividades em família.
Perder peso pode não ser uma tarefa fácil, muito mais para uma criança. Mas com o devido acompanhamento tudo se tornará mais fácil! Por isso, sugerimos que, dentro do possível, se comece a proporcionar hábitos saudáveis às crianças, não só ao nível da alimentação, mas também da qualidade de tempo passado em família. Mesmo que durante a semana seja difícil, ao fim de semana há mais disponibilidade dedicar tempo de qualidade aos filhos – poderão preparar as refeições juntos ou até divertir-se com eles na rua, fazendo jogos tradicionais ou a jogar à bola…
Para lá da promoção de uma dieta equilibrada e de bons hábitos em casa, existem ginásios que têm programas dirigidos a jovens e crianças, o que é uma excelente escolha para combater o sedentarismo e a obesidade infantil. Desta forma, eles manter-se-ão ocupados, a desenvolver uma actividade do seu agrado, o que, em última análise, se torna vantajoso para a sua saúde física e para (re)encontrar o equilíbrio emocional.
Embora sendo um problema de saúde pública, convém salientar que o verdadeiro tratamento da obesidade infantil começa na família. Só quando assumirmos esta realidade, poderemos tomar as medidas necessárias para travar esta epidemia e promover hábitos de vida mais saudáveis para todos!
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